terça-feira, 5 de maio de 2009

HECKEL TAVARES - PENAS DO TIÊ II







A criação e produção de uma revista eletrônica,como o blog, traz inúmeros desafios mas,prazeres e descobertas imprevisíveis.Recomendo.É sobretudo, exercício e criação constantes.
O Ninho e a Tempestade está longe, ainda, de alcançar minha meta de trabalho e lazer.
O ninho real está pronto, mamãe passarinha escolheu o galho, a árvore, o quintal (o meu), faltam os filhotes abrindo o bico atrás de comida...A tempestade afugentou-os.

O Ninho virtual segue... engatinho, ando, paro, caio...volto não, necessàriamente, nessa ordem.
Sonho, com um espaço sempre acolhedor, que traga coisas, ideias e representações da cultura, sem passar correndo pelas escolhas...Quero-o também dinâmico, moderno, melhor dizendo, contemporâneo. Parecido comigo nas coisas boas, se aproximando do desconhecido desejo, do outro, que também é meu.

Estou apaixonada pelas possibilidades e dedico minhas tentativas aos amigos que pacientes ensinam e tiram minhas dúvidas, aos que simplesmente passam e lêem, alguns deixam sugestões. Tem até os que elogiam ... ah! esses não são desse mundo, mesmo! Sou a todos grata. Merci.

Por serem múltiplos os olhares, as emoções -volto hoje- com a canção Penas do Tiê, interpretada por Maria Betânia e Omara Portuondo. Show em SP, março de 2008.
Betânia, assisti pela 1a vez, na sua estreia no Teatro Opinião, no Rio, substituindo Nara, ela tinha 17 anos. As nuances que imprimem à essa canção são tão distintas quanto igualmente lindas.

O autor de Penas do Tiê é Heckel Tavares (1896/1969),
clique aqui e v. estará no Dicionário Cravo Albin, de Música Popular Brasileira, onde encontrará dados da biografia e obra, deste alagoano, músico com formação erudita e popular.Compositor, regente,pianista e folclorista. Dele também: Azulão, Funeral de um Rei Nagô, Casa de Caboclo. Parceiros como Ascenso Ferreira, Luiz Peixoto, o poeta Olegário Mariano.


Beijos

Maysa

Sometimes I' m happy, sometimes I'm blue - Nat King Cole




Felizmente, há impressões do prazer indeléveis.Essa música cantada por Nat King Cole é uma.
Estou só começando - O lado A dos anos sessenta- Poesia em melodia e imagem.

Spring 1957. Nat, e seu trio: John Collins, Joe Confort e Lee Young.
Se gostarem é só clicar e bis.
O lado B daqueles anos ... deixa prá lá.

Bjs


Maysa

domingo, 3 de maio de 2009

ANO DA FRANÇA NO BRASIL


Acompanho alguns eventos comemorativos, aqui no Rio, sobre a relação cultural franco-brasileira. Designou-se o ano de 2009, ANO DA FRANÇA NO BRASIL.
Pretendo durante o período, continuar trazendo aspectos da cultura e arte francesas que tanto me emocionam. A programação de mostras de cinema, artistas das mais várias áreas, apresentações imperdíveis, para quem - como eu - é amante da cultura francesa.
Percebe-se o declínio da hegemonia que a fez representante, no mundo pré- globalizado, do novo para muitos povos.
Em nosso convívio,observo, nem sempre de igualdade, fraternidade mas, de paixão intensa e liberdade criadora, alguns fatos históricos estão ainda intocáveis, quando não deveriam.

Desde Villegagnon e seu sonho de uma França Antártica, fundando em 1555, nosso primeiro núcleo urbano - Henriville - localizado entre o Rio Carioca e o Morro da Glória, os contatos dos indígenas, habitantes que aqui viviam e os franceses foram, predominantemente, amistosos.
Àquela, pode ter sido uma tentativa para a criação de uma sociedade utópica, idealizada nos trópicos,com a principal característica da ajuda mútua entre seus membros.

Moro bem próximo desse belo canto da cidade do Rio de Janeiro, hoje, compreendendo parte dos bairros do Flamengo, da Glória e no alto, a soberana presença, de Santa Teresa,bairro mirante, de todas as épocas.
É região com um acervo histórico, político e social, contendo patrimonio cultural inestimável.
O bairro da Glória é lugar de memória à céu aberto, inúmeros vestígios importantes, de nossa história estão, ainda que precariamente, alí ,atestando etapas da construção cultural, social e política de nosso país e não só da cidade maravilhosa.
Não preciso ressaltar o abandono em que permanece, relegado pelas autoridades públicas, nas esferas federal, estadual e municipal, quanto à sua pertinência e testemunho de épocas imemoriais .
Destaco-o como mais referente, neste momento de confraternização histórico-cultural França e Brasil, pois aqui está a colina onde ficou situada a Cidade de Henri, de 1555`a 1560, sede da França Antártica.
Acredito, que o fatos falem mais que as versões . Os acervos de nossos museus dimensionam e registram o fato histórico como ação de corsários. Inevitável à ótica colonial...mas quanto a nós?
Quem tiver interesse acesse os sites do museu histórico, da biblioteca nacional, do arquivo nacional, do arquivo geral da cidade. Gastei tempo e adquiri experiência, mais uma vez.

Um cartão postal e político merece toda a atenção dos que governam para serem avaliados na posteridade. O bairro da Glória abriga esse valioso postal.
Um dia quem sabe, assim como Villegagnon foi absolvido do papel exclusivo de pirata e, queiram ou não, criou o primeiro núcleo urbano da região, deixando marcas significativas de sua passagem...alcaides futuros, moradores do presente, turistas curiosos e estudiosos de sempre valorizem e cuidem desse mágico e primevo lugar.

Renovo as esperanças de que todo o patrimônio referido, memorial e imemorial, seja tratado com a visão integrada dos profissionais e políticos para essas áreas públicas. Que a população ame-o , respeite e defenda.
Nada parecido com a recente e equivocada reforma municipal, do alcaide anterior, na principal rua do devastado bairro, outrora primeiro núcleo que nos constituiu.
Quem sabe uma campanha , ainda nesse ano de 2009, salva o lugar e reconta essa história de forma mais próxima da que os fatos nos apontam.

Bjs

Maysa

sábado, 2 de maio de 2009

PENAS DO TIÊ de HECKEL TAVARES com NARA e FAGNER

Essa música,com Nara Leão e Fagner me delicia.
Desculpem pela sucessão de imagens,associadas, algumas beirando o brega, que o " pacote" impõe, mas fiquemos com a doçura e afinação da voz de Nara que tudo pode!
O compositor Heckel Tavares, bem merece a homenagem que a gravação registra.




Beijos
Maysa

terça-feira, 28 de abril de 2009

Histórias de Vó...verdadeiras- Maysa Machado













HISTÓRIAS DE VÓ... VERDADEIRAS


Maysa Machado



Dos quatro netos abençoados que tenho só um menino reina no pedaço. As três mocinhas com seis, cinco e quase três revezam-se em me alegrar... Não fiz filhas mulheres.

Haja coração de vó,
 abuela, nonna!

Lá vou eu tocando a vida de descoberta em descoberta, de alegria, com as crianças, em alegria e fôlego, muito, porque avó não pode ser só um nome, no papel da certidão de nascimento. Tem que ter músculos, pernas, braços, cacunda e, sobretudo, coração para o que der e vier!

Duvidam? Dois feriados na mesma semana, escolas fechadas, pais no trabalho dando duro para sustentar a prole, crianças em casa... Avó apaixonada, dando sopa. A mistura ideal está feita. Uma tarde com os netinhos no conforto de sua casa.
 Eles e você? Não, num play com jardins suspensos, árvores e quadras esportivas, cheio de crianças, babás, e nenhuma outra
 benemérita avó. Olhos atentos, numas e noutras. Tudo com o mais apurado e discreto olhar.

Ao finalzinho da tarde, depois de acompanhar as brincadeiras, extasiada com a energia crescente e inesgotável das crianças, juntei-me ao neto e saímos explorando o lugar agradável e cheio de possibilidades para recreação.

Logo, logo uma inocente bola esquecida a um canto transformou-se, diante dos olhos e mente fissurados em futebol do guri, em objeto mágico. E pasmem! Rolou dos seus pés para os meus braços. Artilheiro, zagueiro, goleiro. Neto no ataque, avó na defesa.
O lugar, como disse, era agradável, o espaço esplêndido e... Enorme! Tudo ia bem, nem estava tomando gol! Até, já começava a me orgulhar do próprio desempenho... Assim brincávamos felizes!
Mas, eis que, surge um garoto do mesmo porte, pequeno e, igualmente, fissurado.
 É incrível ver a fisionomia, a garra desses pequenos
 craques!
 
E o garoto corria, a bola já sob domínio. Corria tanto... Ameaçando a zaga. Apavorei. Senti a iminência do gol!
Então, meu universo interior foi invadido por um grito, ainda de comando, mas já desesperado, que acompanhava a trajetória da bola. Era meu neto de cinco anos.
NA MINHA AVÓ, NÃAOOO!!!!!
E junto com o chute certeiro, o menino se retesou todo! Mas a bola... Já havia "entrado", numa trave imaginária e o gol real feito!
Coisa pro
 Nelson Rodrigues levantar da tumba com uma crônica prontinha debaixo do braço. Pensei.
E no exato momento em que o menino fazia seu golaço, eu, em êxtase, descobri que avó legal não leva gol! Morou?
Descobri que meu neto é um
 cavalheiro e eu uma instituição!


Bjs


Maysa

segunda-feira, 27 de abril de 2009

CRAVOS, CRIANÇAS, ERA UMA VEZ ...TANTO MAR!








1-Recebi, de uma amiga, a dica deste blog encantador letrapequena. Reparto tão agradável descoberta: quem tem criança, em casa, vai amar.
A capa do livro, reproduzida ao lado, induz à pergunta:
Já pensou contar "aos miúdos" a vitória do povo portugues contra a Ditadura Salazarista? A Revolução dos Cravos, em abril de 74. Depois , ora, é festa! acessar o You Tube e ouvir o Chico Buarque, em Tanto Mar. Feito à época em que ditaduras, eram a violência que vigia, vigiava, e o povo unido, se pensava, jamais ser vencido !
" Matilde Rosa de Araujo,cria um poema sobre a Revolução dos Cravos sem nunca a nomear explicitamente. Centra-se antes na vida de uma flor vermelha e num dia em que “o Sol apareceu de madrugada”. “E veio de madrugada misturado com música tão mansa que as sombras se haviam esquecido de tapar a flor.”... “Nas ruas havia flores vermelhas por toda a parte. No peito das mulheres, dos homens, nos olhos das crianças, nos canos silenciosos das espingardas. Não era uma guerra nem uma festa. Era o mundo de coração aberto.”
História de Uma Flor
Autor: Matilde Rosa Araújo
Ilustrador: João Fazenda
Editor: Caminho 32 págs., 9,99 euros .


2 -Se aprecia uma história contada com humor, ironia e ilustrada por um traço que capta o interesse dos 8 aos 80, não é preciso atravessar o oceano, ficamos por aqui , com o livro ERA UMA VEZ UM BRASIL, do nosso querido Bruno Liberati. Toda quinta-feira, o autor posta uma página, já está na 3ª. Eu, felizarda tenho o livro, com dedicatória. Mas acompanho o blog, endereço ao lado.Bom, mas os tempos são outros e vale à pena conferir a versão atualizada na rede. Dá uma sacada no traço!
Beijos Maysa

sábado, 25 de abril de 2009

OLHARES

Jardim/pomar aqui de casa
foto Ana P.














Apurando a vista,
convido a todos para descobrirem de que frutinha verde se trata.
É incrível como pedem pouco... carinho e sol !











Foto Otto Stupakoff
E esse olhar maroto do Tom? Gente, como arte está em tudo! Do ar que respiramos ao nascer, do 1º grito ao último suspiro... até no nome ARte!!!!
Beijo
Maysa

sexta-feira, 24 de abril de 2009

OTTO STUPAKOFF










Um olhar provocante, requintado,elegante,agudo... se foi, mas deixa a memória de sua época. Um pouco minha e de todos que amam a beleza e a poesia em imagens.



foto de Ruy_Fraga


Fotos, da mais alta sofisticação; não porque o assunto ou objeto, no começo, fosse a própria moda. Sua estética, sim, irradia um requinte - o da emoção em saber lidar com o êxtase.Os objetos dessa busca foram múltiplos.O resultado:uma arte da fotografia vigorosa e bela.
Era esse o olhar. Intenso, preciso, agudo e.. fez o périplo! Captura desenvolvida com maestria.

Um ser malicioso, alegre, feliz ,como um menino descobrindo a vida, do sabor ao som das palavras, da vivência à inquietude de inventar mais, menos que o conhecimento já dominado pela técnica.
Assim, o vi pela primeira e última vez. Dia 15 de fevereiro, em seu vernissage, no Instituto Moreira Salles, na Gávea, Rio.
Aconteceram, no mesmo dia e lugar: sua belíssima exposição e outra , igualmente preciosa, de Samson Flexor( 1907-1971) aqui, já comentada.

Revi amigos, alguns, como ele, fotógrafos, Paulo Jabur, Zeka Araújo. Foi um momento lindo.Otto, recebia , à todos com elegância e simplicidade. Acolhia os elogios com um sorriso maroto.


Que notícia triste a da sua partida. A vida é mesmo feita de urgências. Provocadas por algumas tempestades... que nos paralisam.
Tempestades, como a que atingiu o Rio, à noite desta quinta feira, dia de São JORGE.

Reproduzo, aqui, parte da notícia , veiculada pela agência UOL:


"Morreu, aos 73 anos, na madrugada da última quarta (22/4), o fotógrafo Otto Stupakoff. Pioneiro da fotografia de moda no Brasil, Stupakoff vivia num flat no bairro do Itaim, em São Paulo, onde teria passado mal. A causa da morte ainda é desconhecida. O artista, famoso internacionalmente desde os anos 60, realizou ensaios para revistas de moda como a americana Harper's Bazaar, a francesa Elle (cujas fotos viraram acervo do MOMA de Nova York) e a Vogue Paris. Na última revista, uma das publicações mais importantes e influentes de moda do mundo, foi responsável pelas capas a partir de 1972. Além do trabalho na área de moda, Stupakoff é também conhecido por seus retratos de estrelas do cinema como Jack Nickolson, Paul Newman, Sophia Loren e Bette Davis. O velório será realizado no Cemitério São Paulo a partir das 16h30. Fonte: UOL"

Com pesar, deixo minha simples homenagem, a esse artista que amou, conheceu e criou o belo.
Se quiserem mais detalhes sobre sua última exposição, ocorrida no Instituto Moreira Salles, cliquem aqui, O blog, Catando Poesias deu dicas de links, mostrou fotos.Vale à pena ver.


Beijo

Maysa

PS: Se algum amigo quiser postar comentário ou enviar fotos para homenagear OTTO, fique à vontade. Está aberto o espaço.

JORGE DA CAPADÓCIA - 23 DE ABRIL DE 2009


São Jorge desenhado por Roger Mello!
Upload feito originalmente por
Massarani


JORGE cavaleiro, guerreiro e santo!
Das terras distantes, díspares.Povos e suas culturas, sob sua proteção, se amparam.
Da misteriosa Capadócia a lenda se espalha e o mundo a reconta, de novo conta, canta, ajoelha e reza ! Inglaterra, Portugal, Alemanha, Brasil...Outros mais o reverenciam.

Protetor querido, elo entre pessoas e lugares. Devoção mais forte que uma só religião possa dar conta. Força maior que uma só lenda possa contar.
Vencido o mítico dragão, continua a lutar e, no imaginário de todos, montado em seu cavalo branco, são muitos os JORGES e um só, que virá para nos livrar do mal, da injustiça.

OGUN, nosso pai. Seus filhos todos guerreiros, combatentes do bem, trazem encantos e poderes.

VIVA SÃO JORGE!!!

Nas artes, em especial na música, nossos Jorges estão aí, Benjor, Mautner, meus preferidos.
O caminho é para se caminhar e quem puder continuar.

Salve a criatividade de um Jorge Amado, Jorge de Lima, a simpatia e alegria do Jorge Veiga, cantor de incomparável registro. Estarão, todos, em bom lugar mais perto do Santo Padroeiro.

SALVE SÃO JORGE!!!

Na casa de meus pais, uma imagem fluorescente do Santo, despertava em mim, além da curiosidade, uma aura de mistério... vinda dos silêncios profundos e recolhimento nas orações que os adultos faziam. Houve um tempo em que a imagem ficava no meu quarto. Assistia meu pai, cena que se repetia à cada dia, antes de sair para o trabalho, parar diante do Santo e se persignar, contrito. Um rito forte na imagem e no significado.

SALVE SÃO JORGE!!!

Beijo

Maysa

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Beatriz Bandeira - poetisa, militante política, uma brasileira centenária


copyright Alicia Paulson




Uma centenária mulher... estive com ela , hoje. Foi bom.

Conversamos, rimos e recordamos... bem, somos próximas há mais de quarenta anos. Entre nós, existem muitas pessoas queridas e já ... há quatro gerações.
Sua avançada idade, não lhe tirou o viço, a bela voz, o brilho do cabelo liso, antes escorrido emoldurando o rosto anguloso, hoje, preso numa trança branquinha e fina...em direção à nuca. Mas seu rosto, quase sempre rosado, estava pálido e sem tônus. No entanto, é incrível a ausência de rugas, deve ser a ascendência índia.
Foi uma bela mulher e continua. É uma bela anciã.
Está cega.
Ela mesma, assim decidiu, ao tempo de escolher se operava ou não uma catarata:
"Melhor não mexer com quem está quieta!" dizia, sorrateira.

Não se queixa de nada.

Quieta, movimentos suaves sobre a cama e sob as cobertas. Um passarinho aninhado, com o sol de mais um outono entrando pela janela do quarto.

E, meu começo de conversa:
-Lembra dos dias de outono, aqui, no Rio? Do tom do azul, do céu sem nuvens, a temperatura gostosa? Vai chover mais tarde, está vindo uma frente fria!

Costumo chegar, como boa filha de Iansã, trazendo "novidades", histórias de nossas crianças, falando e cantando pois, nós duas, gostamos muito de música e de melodias folclóricas.
Ah! como é bom vê-la feliz, receptiva, cheia de vida com o amoroso contato humano, que - em nós - se estabelece.
Hoje, temos uma cumplicidade, construída através das contradições e teimosias que encarnamos nessas quatro décadas.
Mais que tudo, temos um sereno afeto. Nos fazemos bem! Surpreendo-me com suas observações sobre o que nossas conversas acendem.

Tenho alguns amigos, que foram seus alunos no Conservatorio Brasileiro de Teatro. Nomeio-os, digo-lhe o quanto gostam dela e a admiram, e sempre manifestam seu imenso carinho.
Sua resposta pronta, feliz, exultante mesmo:
"Lembro bem do nome de cada um deles que você está citando! Joel, Hilário, Moisés..."
"Como é bom ser querida por meus alunos!" E, logo depois :
" Esse é um presente valioso que você , me trouxe!" e usando uma expressão tão antiga, mas não em desuso:
"Ganhei o dia!"


Valiosa é a vida. É a condição humana elevada ao melhor ponto que se pode elevar! Viver muito, ser longevo... sem uma história de vida digna atrás?

A senectude é por si uma prova de coragem mais que resistência.

Uma vez, lhe pedi a receita da tal longevidade.
Ela respondeu :
"Ter um projeto pessoal de mudança social , não ficar preocupada em torno do próprio umbigo!"
Hoje, repeti o ensinamento, ao que ela retrucou imediatamente:
"Eu disse isso? quanta sabedoria..." e sorrimos juntas !


Essas lembranças são para todos os dedicados alunos que, com o reconhecimento do aprendizado, fazem seus mestres felizes!

Em especial : Joel, Hilário, Moisés, Eva, todos lembrados... pela velha mestra


Obs: Se quiser apreciar a bela série de fotos, de Alícia Paulson - narcisos silvestres -clique no link


Um beijo

Maysa