quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

TAPETES CONTADORES DE HISTÓRIAS - PASSARINHO À TOA




" no fio das histórias,como no fio da vida, cada um tece seu tapete"
fórmula encantatória de abertura de contos da tradição oral de diversas culturas.






Sempre gostei de ouvir histórias. Bem contadas, divertidas, com suspense, mistérios... Era assim que minha avó materna, e madrinha, tecia a melhor parte de minha infância.
Meu coração de criança permanece grato. Revejo nos olhinhos, ansiosos por novidade, de meus netos, aquela menina curiosa, atenta.
E, mais, reafirmo a importância desses suaves momentos para o enriquecimento emocional e criativo, de cada um de nós, no percurso de viagem da sofrida experiência humana.
Não há limites para se refazer encantos. Para sermos cúmplices do mistério. Apaixonados pela vida que renasce, renasce, e morre, se acaba para renascer.
A magia deve ser cultivada , aplaudida, aprendida, visitada.

Então, para quem estiver pelo Rio, sugiro assistir ao espetáculo dos TAPETES CONTADORES DE HISTÓRIAS, em temporada no Teatro Glaucio Gill, na saída da estação do Metrô Cardeal Arcoverde, Copacabana. Aos sábados e Domingos, 17 hs, até 19 de dezembro.
É pura poesia e encantamento concebidos para alçarmos vôos solos, acompanhados. A vida é isso.
Passarinho à toa , reúne poemas de Manoel de Barros.

Bom programa, visitem o site dos TAPETES...que é lindo! Aqui.

Abraço carinhoso.
Maysa

8 comentários:

Berzé disse...

Sempre com boas dicas Maysa. Amo o Manoel de Barros e suas insuficiencias.
Abs.
Berzé

Maysa disse...

"Sabedoria se tira das coisas que não existem".



Em uma entrevista Manoel de Barros diz:
"Sobre elementos que influenciaram a minha formação, afora essa inaptidão para o diálogo, talvez um sentimento dentro de mim do fragmentário, laços rompidos, o esborôo da crença ainda na adolescência, saudade de Deus e de casa, ancestralidade bugra, nostalgia da selva, sei lá. Necessidade de reunir esses pedaços decerto fez de mim um poeta. A incapacidade de agir também me mutila. Sou pela metade, sempre, ou menos da metade. A outra metade tenho que desforrar nas palavras. Ficar montando, em versos, pedacinhos de mim, ressentidos, caídos por aí, para que tudo afinal não se disperse. Um esforço para ficar inteiro que é essa atividade poética. Minha poesia é hoje e foi sempre uma catação de eus perdidos e ofendidos".

Em meio às insuficiências nascemos, vivemos e morreremos.
Com poesia fica...diferente e talvez, quem sabe, mais pessoal.
Abc Maysa

Elaine Regina disse...

Olá, Maysa!!

É um prazer conhecê-la, viu?

Para mim, é uma honra, entrar em contato com uma socióloga! Muito chique!


Obrigada pelas palavras carinhosas, viu? Hoje já estou meio que na correria... espero poder voltar depois para lê-la melhor.

Bju!

Maysa disse...

Elaine Regina

É preciso valorizar sempre o principal. Aqui n'O Ninho, e no seu "A Fênix que Renasce", é a poesia nossa emoção de lidar com a vida, os sentimentos, as dores...
Volte sempre! Bj
Maysa

Patrícia Gois disse...

Olá, Maysa querida!

Com licença para adentrar seu mundo tão rico e belo em cores, sentimentos, espiritualidade e emoções!

Este cantinho é quentinho com a força de um coração de mãe.

Beijos com Amor...
Paz profunda e Luz...

Paty.

Maysa disse...

Paty
Que bom você apareceu! Fico feliz em ter oportunidade, na vida, de conhecer jovens como você.As gentes mais vividas, como euzinha,sufocam em meio a tanto individualismo exacerbado! vocês jovens e intensos nas suas aspirações são a continuidade dos jovens da minha geração. Nossos "como fazer" podem diferir mas as metas são idênticas e passam p/ o aprimoramento do ser humano.
Estaremos sempre juntas!
Beijo

Maysa

Amei mesmo tê-la n'O Ninho Aqui tbs enfrentamos as tempestades.

Patrícia Gois disse...

Maysa,

Que palavras lindas... Aliás, você é linda... É muito bom estar em sua companhia, principalmente, para escutar a sua alegre e doce voz. Tão sábia e sensível... Me é honroso. Saiba.

Creio que esse tal sufocamento ao qual você refere às gentes mais vividas, como "tuzinha" em meio a tanto individualismo exacerbado, se aplica a todo ser um pouco mais sensível e disposto a viver a vida em essência. Isso é um ato pra lá de corajoso, oras!

Esse sufocamento com pitadas de uma "solidão solitária, na solícita solitude" em sermos lealmente quem somos, é medido por grau de humanidade, creio eu... Quanto mais humano, menos espaço em meio à velocidade das máquinas do Ego! Paradoxo...

E é aí que os milagres acontecem também... Os pares vão se encontrando no calor dos ninhos em meio às tempestades! Os corações compartilham suas solidões e amam a Vida com calor; na contemplação do meio do olho do furacão, onde pode-se estar em calmaria. Se ainda podemos arbitrar, fiquemos no olho em meio à tormenta! Abracemos a calmaria com alma...

Beijos com Amor.
Bom domingo!

Paz profunda...

Maysa disse...

Querida Paty

A vida pode e deve ter múltiplos significados...mas uma boa definição para seu percurso está no título deste blog; quase diário, caderno de anotações dos fatos vividos e dos sonhados.
Está portanto sempre aberto aos comentários, as interpretações do que destaco e posto.
Lá na apresentação conto a história do título, mas ela , hoje, com meu entendimento ampliado tb é bem mais complexa do que quando comecei.
O percurso das experiências é único mas sempre possível de ser percebido e incorporado pelo outro.
Um beijo
Grata pelos comentários que aquecem o Ninho e fazem companhia nas horas de tempestade.
Maysa